quinta-feira, novembro 06, 2008

Já se aconselhou hoje?


COM QUEM O LÍDER SE ACONSELHA?

O Dr. Frank Lake contou-nos que quando se preparava para dirigir os encontros de “terapia primal”, promovidos pelo CPPC e ABUB em 1978, ele foi visitar seu orientador espiritual. Este era pastor de uma pequena paróquia longe de Londres. Depois de conversarem caminhando pela praia deserta, seu “confessor” o levou às dependências do templo, onde um pequeno grupo carismático, que estava de “plantão”, orou por sua viagem ao Brasil.
Imagino o quadro tocante: aquele psiquiatra e teólogo famoso, cuja experiência orientou muitos líderes cristãos, sendo aconselhado por anônimos irmãos que nem o conheciam! Bem-aventurado o líder que aceita ajuda e a busca. É ainda mais feliz que buscando-a, a encontra!
Não sei até que ponto nosso caudilhismo latino-americano tem a ver com a leitura de auto-suficiência que fazemos dos grandes líderes da Bíblia. O certo é que, na maioria das vezes os vemos como pessoas que aconselham a todo mundo, mas não tem a quem falar dos seus problemas - a não ser a Deus (e essa “solidão olímpica” é entendida como prova de “espiritualidade” e desculpa para nossa auto-suficiência!).
Por isso, com muita facilidade nos esquecemos de episódios que desmentem essa imagem. Por exemplo: Moisés, que nos parece tão capaz, nada fazia sem o auxílio de Arão e prontamente aceitou o conselho de seu sogro (Ex.18.13-27). Paulo foi claramente orientado por Ágabo, em casa de Felipe, em Cesaréia, sobre as conseqüências de sua viagem a Jerusalém - embora coubesse a ele tomar a decisão correta (At. 21.8-14). E mesmo Jesus (de quem pode parecer absurdo e até blasfemo pensar que precisasse de ajuda) não quis estar sozinho em seu mais profundo momento de angústia, à sombra da cruz: levou consigo ao Getsêmane os discípulos e dentre eles pediu aos três mais íntimos companhia em oração (Mt. 26.36-46).
Não sei se pelo desapontamento de experiências como a de Jesus (causado pela indiferença ou inabilidade das pessoas a quem pedimos ajuda), por natural pudor de expormos nossos problemas ou por medo de quebrarmos nossa auto-imagem e nos tornarmos vulneráveis a comentários de colegas - muitos preferem buscar auxílio na literatura existente sobre o crescimento pessoal.
E, de fato, há bons livros disponíveis, evangélicos ou não, e podemos lê-los com proveito. Mas todos nós conhecemos o limite da auto-análise: falta-nos objetividade bastante para percebermos as armadilhas de nosso inconsciente, como o constata o salmista: “Quem pode discernir os próprios erros?” (Sl. 19.12a).
Daí a necessidade de termos pelo menos um amigo de confiança, companheiro de oração, a quem possamos expor nossos sentimentos, nossas lutas e nossos sonhos. E isso variará de acordo com nossas características pessoais e circunstanciais.
Alguns experimentamos o pequeno grupo de comunhão regular, de colegas onde a confiança mútua resulta em ajuda efetiva. Outros recorrem a um líder mais experiente, “pai” ou mentor espiritual e algumas igrejas até dispõem de bispos ou superintendentes que (tenham ou não este título) realmente conhecem e ajudam outros líderes. Mas alguns descobrirão que um colega de outra denominação, que tenha experiências semelhantes mas não esteja envolvido no mesmo quadro institucional é o “conselheiro” mais adequado. Outros, finalmente, estão abertos ao socorro do Senhor, que vem através de companheiros de jornada que Deus coloca em nosso caminho num dado momento e com quem podemos compartilhas livremente o peso que nos oprime.
Mas, seja qual for o meio escolhido, creio que é indispensável que desenvolvamos a transparência em nossos relacionamentos de tal modo que possamos aceitar, pedir e receber ajuda “no tempo oportuno”.

Noé Staley Gonçalves no site da Eirene Brasil

quarta-feira, novembro 05, 2008

insónia


engrossar o caldo

hoje será o dia "mundial" do Yes, we can.
por todo o lado estará estampado o mote.
agora é esperar para ver, o que é que podemos...

terça-feira, novembro 04, 2008

Identificação

Esquizofrenia e Revelação - Volney Faustini

Ao dizer que a internet (o mundo virtual com as ferramentas de sociabilização, tendo o blog como seu ápice) revela nossa esquizofrenia, é frequente a reação de espanto. Um espanto para o fato de que não somos perfeitos, ou um espanto para a força desse ambiente virtual?
Não sei.
É difícil - diria até impossível - blogar sem que o efeito terapêutico apareça. E junto com a postagem vem a revelação do nosso eu. Não sei o que vem primeiro - se é o tratamento de nós mesmos, ou a exposição. Não sei também, o que é causa o que é efeito.
É fato, que a desordem de nossa alma encontra ressonância no espelho da escrita. Cada leitura de minha própria postagem é um toque de alerta para ser quem realmente sou. Ou para me dizer que sou, aquele que sou!
Há algo diferente e estranho nas nossas expressões. Pelo menos na minha. Me sinto mais integrado (integro, não sei). Me sinto mais espontâneo (extemporâneo - talvez). Me sinto mais autêntico (mais eu mesmo - isso sim).
Vez ou outra vamos nos encontrar nu - do jeito que nascemos. Se de um lado é o estado bruto de nossa concepção, também o é a forma líquida de nossas imperfeições e carências. É alma que procura domar o corpo, muitas vezes por ele dominado.
Enquanto posto, vivo momento de grande expectativa. Não por aquilo que o tempo encerra, mas pelo que desabrocha. Uma contagem rápida me dá dezenas de novos amigos (bem recentes), uma dúzia de projetos para me envolver, o escritório, a carreira profissional, a família ... É muita coisa, E agora um grande desafio à frente.
E é isso que vai nascer que me entusiasma!
Vou compartilhar em breve. Mas por enquanto, fica aqui o meu muito obrigado a cada um que tem vindo aqui me prestigiar com leitura, indicação e até mesmo com um comentário. Minha alma também agradece. Todos nós agradecemos.


no divã

parece que já foi há mais tempo, dada a intensidade da vida que vivemos. foi há pouco mais de um mês, e mais do que era comum, sua lembrança é viva. ciclos completos.

psionline 1

"A ansiedade nada mais é do que a tensão entre o agora e o depois..." Jung

segunda-feira, novembro 03, 2008

Ensaio sobre a cegueira

"Sempre estamos mais ou menos cegos, sobretudo, para o fundamental"

"Onde estava todo esse dinheiro [desbloqueado para resgatar os bancos]? Estava muito bem guardado. Logo apareceu, de repente, para salvar o quê? Vidas? Não, os bancos"

"Marx nunca teve tanta razão como agora", ressaltou José Saramago, acrescentando que "as piores conseqüências ainda não se manifestaram".

Frases de José Saramago, numa entrevista sobre o lançamento em Lisboa do filme de Fernando Meirelles baseado no romance "Ensaio sobre a cegueira" de Saramago

Crise de humanidade

A crise econômico-financeira, presivísvel e inevitável, remete a uma crise mais profunda. Trata-se de uma crise de humanidade. Faltaram traços de humanidade minimos no projeto neoliberal e na economia de mercado, sem os quais nenhuma instituição, a médio e longo prazo, se agüenta de pé: a confiança e a verdade.
A economia pressupõe a confiança de que os impulsos eletrônicos que movem os papéis e os contratos tenham lastro e não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia. Pressupõe outrossim a verdade de que os procedimentos se façam segundo regras observadas por todos. Ocorre que no neoliberalismo e nos mercados, especialmente a partir da era Thatcher e Reagan, predominiou a financeirização dos capitais. O capital financeiro-especulativo é da ordem de 167 trilhões de dólares, enquanto o capital real, empregado nos processos produtivos (por volta de 48 trilhões de dólares anuais). Aquele delirava na especulação das bolsas, dinheiro fazendo dinheiro, sem controle, apenas regido pela voracidade do mercado. Por sua natureza, a especulação comporta sempre alto risco e vem submetida a desvios sistêmicos: à ganância de mais e mais ganhar, por todos os meios possíveis.


Os gigantes de Wall Street eram tão poderosos que impediam qualquer controle, seguindo apenas suas próprias regulações. Eles contavam com as informações antecipadas (Insider Information), manipulavam-nas, divulgavam boatos nos mercados, induziam-nos a falsas apostas e tiravam daí grandes lucros. Basta ler o livro do mega-especulador George Soros "A crise do capitalismo" para constatá-lo, pois ai conta em detalhes estas manobras que destroem a confiança e a verdade. Ambas eram sacrificadas sistematicamente em função do ganância dos especuladores. Tal sistema tinha que um dia ruir, por ser falso e perverso, o que de fato ocorreu.


A estratégia inicial norte-americana era injetar tanto dinheiro nos “ganhadores”(winner) para que a lógica continuasse a funcionar sem pagar nada por seus erros. Seria prolongar a agonia. Os europeus, recordando-se dos resquícios do humanismo das Luzes que ainda sobraram, tiveram mais sabedoria. Denunciaram a falsidade, puseram a campo o Estado como instância salvadora e reguladora e, em geral, como ator econômico direto na construção na infra-estutura e nos campos sensíveis da economia.Agora não se trata de refundar o neoliberalismo mas de inaugurar outra arquitetura econômica sobre bases não fictícias. Isto quer dizer, a economia deve ser capítulo da política (a tese clássica de Marx), não a serviço da especulação mas da produção e da adequada acumulação. E a política se regerá por critérios éticos de transparência, de eqüidade, de justa media, de controle democrático e com especial cuidado para com as condições ecológicas que permitem a continuidade do projeto planetário humano.


Por que a crise atual é crise de humanidade? Porque nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é habitado por duas forças cósmicas: uma de auto-afirmação sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a competição. A outra é de integração num todo maior sem o qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a cooperação. A vida só se desenvolve saudavelmente na medida em que se equilibram o ego com o nós, a competição com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego, anulando a cooperação, nascem as distorções que assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo despersonalizante e a ruína que provocou.


Erros desta gravidade, nas condições atuais de interdepedência de todos com todos, nos podem liquidar. Como nunca antes temos que nos orientar por um conceito adequado e integrador do ser humano, por um lado individual-pessoal com direitos e por outro social-comunitário com limites e deveres. Caso contrário, nos atolaremos sempre nas crises que serão menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.


Leonardo Boff [via Direto da Redação]


li no Pavablog

terça-feira, outubro 28, 2008




























é como me sinto!
Ilustrações da Ana

e as pedras clamarão

Mário Soares

1.Toda a gente fala da crise, múltipla, como lhe tenho chamado. Porquê? Porque atinge todos. Começou, há muito tempo, com pés de lã, na América do Norte. A queda do dólar e o aumento exponencial do deficit foram sinais iniludíveis, que os economistas não quiseram entender. Depois, espalhou-se à União Europeia, cujos dirigentes pensavam que lhe poderiam escapar e chegaram a dizê-lo, imprudentemente. Depois, tornou-se global e vai repercutindo por todos os continentes. Como era possível ser de outro modo, em tempo de globalização desregulada, com os "paraísos fiscais", espalhados pelos lugares mais imprevistos, para que as especulações - e as negociatas - fossem menos conhecidas? Depois veio a recessão económica, tantas vezes negada por reputados economistas. Quando muito, admitiram um "abrandamento"... Mas agora foi oficialmente declarada nos Estados Unidos. E começa a ser admitida, como de "longa duração", para usar uma expressão cara ao historiador Fernand Braudel, na própria União Europeia.
A crise energética, artificialmente criada pela via especulativa - com o petróleo a atingir 150 dólares o barril, mais de três vezes do custo ao produtor - está agora de novo a descer, pelas mesmas artificiais razões especulativas. A crise alimentar é outro aspecto da crise e não tem especialmente a ver com o aumento crescente da pobreza, um dos traços fundamentais do sistema neoliberal. Mas sim com razões especulativas semelhantes às que estimularam e explicam as subidas e descidas do petróleo nas bolsas. Depois, a crise ambiental, denunciada no século passado e, nomeadamente, na Conferência do Rio, em 1992. Sobre ela tudo foi dito e pouco, muito pouco, foi feito. Excepto no que respeita à consciencialização das pessoas, quanto às ameaças que pesam sobre a humanidade, se não nos dispusermos a salvar a Terra.
E, finalmente, a mais grave de todas: crise moral, crise de valores ou melhor: da falta deles, a negação da ética, omitida nos comportamentos, pelo capitalismo especulativo, crise civilizacional, de fim de ciclo, dado o enfraquecimento do Estado, a impunidade da corrupção, a desvalorização do serviço público, numa sociedade individualista, egoísta e consumista, por excelência, em que conta, acima de tudo, o dinheiro - como supremo valor - sem importar como se adquire nem qual a sua origem. Se vem do tráfico ilegal da droga, da prostituição, da compra e venda de armas, incluindo nucleares, do crime organizado ou das especulações feitas através dos offshores, que têm por detrás deles "respeitáveis" senhores que gerem bancos, seguradoras e grandes empresas, auferem vencimentos multimilionários, prémios e indemnizações e são os mais próximos responsáveis - não os únicos - até agora impunes, da grande crise global e complexa com que nos debatemos.
O economista francês Daniel Cohen, numa entrevista recente concedida ao Le Monde 2, descreve os "dogmas" triunfantes nos anos de Thatcher (1978-90) e de Reagan (1981-89): auto-regulação do capitalismo, definhamento do Estado, deixar operar a "mão invisível" do mercado. No fundo era a receita pregada por Milton Friedman, o teórico do integralismo liberal, tão justamente criticado por Galbraith. Toda a teoria e a prática neoliberais daí decorrentes caíram por terra, desacreditadas, em poucas semanas, pela crise que estamos a viver. É, como diz Cohen, "o fim do mundo especulativo". Os nossos economistas neoliberais deixaram de falar. Quando muito, aconselham prudência, muita cautela. Talvez "caldos de galinha"... Não quiseram - ou não souberam - prever nada. E estão estonteados sem saber como combater a crise que se instala e gera a desconfiança e o pânico...
Os planos, ditos de "salvação", americano e europeu, são um remedeio - já o escrevi aqui, a semana passada - que pode acalmar as bolsas internacionais da impressionante turbulência em que têm vivido. Mas não resolve o problema de fundo. Porque protegem o sistema e não o querem mudar. E é necessário que mude, criando novos paradigmas, que tenha em vista uma "nova ordem económica mundial", regulamentada por princípios éticos, com uma forte dimensão social e uma constante preocupação ambiental.
Paul Krugman, que ganhou recentemente o Prémio Nobel da Economia, elogiou o plano do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pelo seu corajoso intervencionismo estatal, que levou o Estado a comprar as acções dos bancos em dívida para reforçar a sua liquidez. A Europa e a própria América do Norte seguiram-no, relutantemente. Pudera: é o fim do neoliberalismo! Mas necessidade obriga... No entanto, não basta: "Reparar o sistema financeiro não impedirá a recessão", escreveu mais uma vez Georges Soros... Veremos, os próximos capítulos, desta tragédia global... com os olhos postos em 4 de Novembro, quando - esperemos - muito vai mudar.

quinta-feira, outubro 23, 2008

terra dos palhaços - briga de casal

Felizes os que têm fome - Jorge Camargo

A crise financeira nos EUA impactou o mundo. Bolsas despencaram como nunca, os bancos tiveram suas estruturas abaladas e as pessoas se vêem perplexas e aturdidas.De repente, caminhões e mais caminhões de dinheiro começam a aparecer dos cofres bem-guardados dos governos das nações mais ricas e a gente ouve falar em bilhões e mais bilhões disponibilizados. E que chegam à casa dos trilhões…De onde apareceu tanto dinheiro meu Deus?Inevitável não pensar na fome no mundo, um problema crônico, aparentemente insolúvel, recorrente, persistente, já quase que integrado à nossa visão conformista da realidade, ecoando as palavras de Jesus, “os pobres sempre os tereis convosco”… Talvez porque ele conhecesse como ninguém o coração ganancioso do homem.O fato é que um pequeno porcentual de todos esses recursos disponibilizados com uma rapidez impressionante resolveria por completo o problema da fome no mundo.Surgem, é claro, as racionalizações.Os sistemas políticos e econômicos de muitos dos países mais afetados pela carestia impedem a ajuda pronta e definitiva.E assim seguimos, explicando o inexplicável, complicando o simples, dificultando o fácil e tornando a vida na terra uma expressão coletiva de esquizofrenia.Só nos resta a utopia de Jesus: “felizes os que têm fome…porque serão saciados”.

quarta-feira, outubro 22, 2008

retrato


segunda-feira, outubro 20, 2008

o fantasma de Scolari

domingo, outubro 12, 2008

resposta rápida

IIIV Congresso de Missões

Igreja Evangélica Baptista de Faro

segunda-feira, outubro 06, 2008

quero de novo cantar

Tristeza por favor vá embora
Minha alma que chora
Está vendo meu (rir /fim?)
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria,
Quero de novo cantar

toquinho&vinícius

Queridos amigos,

Recebam a nossa profunda gratidão pelas palavras sentidas que nos fizeram chegar nestes últimos dias. Muito obrigado pela vossa solidariedade e apoio.

O Eterno é fiel e misericordioso!
Depois destas ultimas semanas mais difíceis, recebemos ainda de Deus a bênção de poder celebrar no passado dia 28 os 85 anos da vida frutífera que o Senhor concedeu ao meu pai. Cumprida a jornada, foi chamado e promovido à eternidade pelo Senhor dois dias depois.

Sabemos como família que celebrou com alegria o dom da vida ao longo destes anos deixando-nos a herança maior que recebeu, o Evangelho.
Ensinou-nos o que é a generosidade com o seu exemplo.

“Guardou a fé, terminou a carreira, combateu o bom combate” por isso estamos certos de que a coroa da justiça lhe foi confiada por Jesus.


Um grande abraço,

No Amado Consolador, razão da nossa confiança,

Samuel Mendes e família.

quarta-feira, outubro 01, 2008


Despedida.
85 anos bem vividos.
agora fica-nos a saudade.

Fernando Mendes
28.09.1923 - 30.09.2008

segunda-feira, setembro 15, 2008

queria uma bola de cristal errada

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Há horas em que é mais difícil ser capaz de prever um futuro,
que não queremos que chegue.
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choro misturado.
lamento e alegria.
surpresas de generosidade.
tristeza de despedida

estamos em terras lusitanas outra vez.
digo, temos net outra vez.
por estas bandas já cá chegamos a uns diazitos.